Revista CompanySul - Ano 02 - Edição 21 - Dezembro de 2008
Um freio na euforia do setor automobilístico
O setor automobilístico brasileiro teve seu maior desempenho no primeiro semestre de 2008 graças a ajuda das financiadoras que tornaram realidade o sonho do consumidor em adquirir o carro próprio com parcelas feitas sob medida e cabíveis no orçamento, ocasionando assim um alto índice de vendas até o período.
E foi neste clima positivo que os preparativos para a 25ª edição do Salão Internacional do Automóvel teve inicio, e conquistou o feito de integrar o calendário da OICA - Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores, passando a obter maior prestígio e reconhecimento perante os principais eventos do setor no mundo.
Mas toda essa euforia foi ofuscada devido à crise econômica agravada nos Estados Unidos no segundo semestre deste ano e que reflete em diversos países, inclusive no Brasil. As pessoas que pretendiam comprar ou trocar seu veículo no final do ano resolveram na atual conjuntura não arriscar e preferem aguardar mudanças positivas no cenário.
A alta do dólar inibe o consumidor a adquirir bens materiais com o auxílio dos financiamentos, pois além do aumento dos juros, o nível de exigência é maior, uma vez que nenhuma financiadora quer sujeitar-se a perder valores caso o comprador não tiver como quitar suas dívidas no futuro.
O Salão Internacional do Automóvel 2008 bateu recorde de público e expositores de grandes marcas de automóveis nacionais e internacionais, o que reitera a análise de Sérgio Reze, presidente da FEBRAVAN - Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. “Os consumidores continuam visitando as lojas. Eles só não estão encontrando crédito. Os bancos não estão aprovando cadastros como antes”.
Muitas montadoras implantaram metas para impedir danos em seus negócios e uma das medidas colocadas em prática para reduzirem a produção e os estoques foi a antecipação das férias coletivas para seus funcionários. Com pátios lotados de carros, o clima é de insegurança e a redução em massa no quadro de funcionários também já está em execução.
Os veículos usados estão sendo comercializados a preços bem inferiores aos encontrados no ano passado e a tendência para os veículos novos que em outubro elevaram o valor em 0,23%, é de sofrerem queda até o final deste ano.




