Revista CompanySul - Ano 03 - Edição 23 - Fevereiro de 2009
Visagismo, mais uma técnica em benefício da beleza
Técnica considerada por especialistas como uma das mais completas para se chegar ao look ideal, o visagismo consiste em criar uma imagem adequada à personalidade de cada pessoa.
Palavra derivada de visage que, em francês, significa rosto, o visagismo foi criado por Fernand Aubry, em 1937, e é muito utilizado por maquiadores. Nos processos de micropigmentação, por exemplo, ajuda a delinear qual o desenho ideal da sobrancelha e dos lábios, e assim, consegue dar à maquiagem e ao rosto um toque diferenciado.
De acordo com a especialista em maquiagem de longa duração, Lu Rodrigues, através da geometria do rosto, é possível obter a melhor solução em colorações, cortes de cabelo e maquiagem. “Cada pessoa é única e tem sua beleza natural. O que fazemos é realçar os pontos fortes e minimizar os pontos fracos para ter um resultado harmônico no conjunto total do rosto”, explica Lu.
Segundo o visagista Philip Hallawell, autor do livro Visagismo: harmonia e estética, lançado pela Editora Senac-SP em 2003, a técnica é uma arte que possibilita criar uma imagem pessoal que revela as qualidades interiores de uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando a maquiagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, entre outros recursos estéticos.
Philip Hallawell é aqui no Brasil, o principal representante do visagismo, e nos últimos anos têm trabalhado intensamente para difundir o conceito em todo o país. Em seu site www.visagismo.com.br Philip explica que “antes de se pensar no que será bonito ou esteticamente agradável, é preciso pensar para que ou quem a imagem serve. Há casas muita bonitas, mas desconfortáveis, escritórios lindos mas nada funcionais. Há xícaras belas, mas difíceis de segurar. E vemos cortes e penteados belíssimos, que, mesmo deixando a pessoa bonita, não são adequados. Por exemplo, uma jovem médica pode ficar linda com cabelos esvoaçantes, mas não despertará muita confiança em sua competência. Quando se pensa primeiro na função, esta determinará como a imagem deve ser criada, para ser adequada, sem deixar de ser bela”.




