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Revista CompanySul - Ano 03 - Edição 23 - Fevereiro de 2009

Guarapiranga - A praia do paulistano

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Apesar dos parques da orla da Represa Guarapiranga ainda não estarem prontos, este verão já demonstra todo o potencial de lazer e turismo que o local oferece. Basta amanhecer um dia ensolarado que os paulistanos – a grande maioria moradores da região – invadam a Guarapiranga, que nos finais de semana chega a receber aproximadamente 5 mil banhistas.

A centenária Guarapiranga, construída em 1906 pela Companhia Light & Power, é um dos principais mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, abastece cerca de 4 milhões de pessoas, mesmo assim durante anos ficou abandonada e foi alvo de construções irregulares. Atualmente, dos 639 km² que corresponde a área total da bacia Hidrográfica da Guarapiranga somente 37% permanece preservado. Segundo dados do Instituto Socioambiental cerca de 800 mil pessoas vivem ao redor da Represa.

Na época em que foi construída em sua parte mais funda, perto da barragem, a profundidade chegava a 13 metros e, no restante, a média era de 6 metros. A Assessoria de Imprensa da Sabesp não informa os dados oficiais da sua profundidade, mas o que se vê é que nos pontos mais rasos a profundidade não passa de 2 metros. Nos meses de estiagem é possível chegar a pé na Ilha dos Amores, localizada próximo a Praia da Lola que em breve dará lugar a Praia do Sol.

Ao longo dos anos a qualidade da água da Represa foi piorando a cada dia e os mananciais ficando cada vez mais degradados, fruto de uma política de descaso e abandono, que começou a mudar com o empenho de políticos comprometidos que passaram a olhar mais para a região. Pouco mais de uma década marca os primeiros investimentos para recuperação da Represa Guarapiranga. Em 1992, o Governo do Estado e as Prefeituras de São Paulo, Embu, Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu instituíram o Programa Guarapiranga, com o objetivo de reduzir os efeitos da degradação do manancial e melhorar a qualidade de vida dos moradores que vivem no seu entorno.

O projeto foi financiado pelo Banco Mundial e o total de investimentos alcançou US$ 336 milhões. A Sabesp, uma das executoras do projeto, aplicou US$ 94 milhões. Entre os resultados do Programa, estão o aumento de áreas verdes na bacia, análise atualizada da qualidade da água, recuperação de áreas degradadas, reurbanização do espaço público e a criação de áreas de lazer para a população carente.

Em 2006, foi aprovada a Lei Especifica da Guarapiranga e no ano seguinte ela foi regulamentada. A Lei traz uma série de benefícios para preservação da Represa. Neste mesmo ano, com o objetivo de reverter a degradação dos córregos, o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura do Município de São Paulo lançaram o Programa Córrego Limpo.

Em janeiro a Sabesp apresentou para as Subprefeituras de São Paulo envolvidas no Programa Córrego Limpo o primeiro balanço do ano sobre o andamento do projeto. Dos 42 córregos previstos na primeira fase do projeto, 16 já foram despoluídos. A previsão é que até março estejam limpos mais 21 córregos, o que beneficiará 80 mil moradores da cidade. “O Programa Córrego Limpo é uma das prioridades da Sabesp, por isso, estamos mobilizados para acelerar e fazer o que for necessário para cumprirmos o cronograma”, disse o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira. Em março de 2007 também foi criada a Operação Defesa das Águas para controlar, recuperar e urbanizar os mananciais Guarapiranga, Billings e seu entorno, nesta operação está prevista a criação dos parques e praias na orla da Guarapiranga. Com este programa foi criada uma divisão especial da GCM e uma Delegacia de Meio Ambiente para policiar a degradação ambiental nos mananciais Billings e Guarapiranga. Os recursos necessários para investimentos na criação dos parques nas margens da Represa já está sendo liberados, sendo que 2 parques já foram inaugurados, 6 estão em obras e outros 3 devem ser iniciados ao longo de 2009, com isto serão 11 parques onde não existia nenhum.

Quem passa pela avenida Robert Kennedy já pode visualizar os gradis em grande parte da Avenida. Na altura da Rua Antonio Veríssimo Alves e Dr. Caetano Petraglia que dão acesso ao Parque da Barragem, os gradis no entorno da área, proporciona uma linda paisagem de vida e de lazer da Represa.

O parque da Barragem terá uma área total de 89 mil m² com pista de caminhada, 2 quadras de areia, 2 campos de futebol, playground, ciclovia, equipamentos para a prática de exercícios físicos e arborização. As obras estão avançadas, com a construção de calçadas de piso intertravado e a ciclovia. A expectativa é que o parque da Barragem seja entregue nos próximos meses, mesmo assim a população já está frequentando o parque, fazendo caminhadas e utilizando os campos improvisados no local. Somente em 2008 a Secretaria do Verde e Meio Ambiente liberou quase 8 milhões para obras de implantação de parques na Capela do Socorro.

Ainda como parte do Projeto Defesa das Águas a urbanização de 21 núcleos habitacionais merece destaque, já que as urbanizações contribuem para a despoluição das Represas Billings e Guarapiranga, pois em sua maioria as construções irregulares ocupavam a beira de córregos e nascentes de água onde era despejado o esgoto gerado pela população residente.

A praia do paulistano

Com os decretos assinados pelo Prefeito Gilberto Kassab no primeiro trimestre de 2008 para desapropriação dos imóveis construídos à margem da Represa e para a criação dos parques, os paulistanos terão uma grande área de lazer, que hoje, mesmo sem qualquer tipo de infraestrutura, já vem sendo utilizada pelos moradores da região.

A Represa Guarapiranga muito em breve se transformará em uma verdadeira praia para os paulistanos, com equipamentos esportivos e de entretenimento. Segundo o Prefeito as medidas anunciadas vão possibilitar melhor qualidade de vida à população, levando-se em conta, em primeiro lugar, a preservação do meio ambiente. O novo parque com a praia urbana será mais um ponto de lazer para os moradores da Cidade, principalmente para os moradores da região, além de fomentar também o comércio legalmente instalado às margens da Represa e em seu entorno.

“Começamos a mostrar à Zona Sul e à Cidade que vamos recuperar a Represa Guarapiranga, preservando o meio ambiente. Estamos dando mais um passo na conscientização na Cidade de São Paulo. É uma violência o que foi feito com esta Represa ao longo dos anos, o que acabou afastando a população”, observou o Prefeito de São Paulo.

E olha que a Represa começa mesmo a ser vista pela população. No domingo, dia 01 de fevereiro, com o forte calor e o dia ensolarado a Guarapiranga foi literalmente invadida em dois pontos: no “Guarujapiranga” e também na Praia da Lola. Famílias inteiras se divertiam na água, nos quiosques improvisados, nos passeios oferecidos por lanchas, no barco Chalana Borboleta, caiaques e pedalinhos.

Neste dia ensolarado o Chalana Borboleta não parou no cais – improvisado – muitos banhistas e turistas faziam fila para embarcar e conhecer a beleza do outro lado da Guarapiranga. O “guia turístico” do Chalana Borboleta a todo momento parava a embarcação para explicar um pouco sobre as belezas que o local reserva. O roteiro de 30 minutos ao custo de R$ 7,00 inclui uma passagem pelos clubes da outra margem da Represa, pelo bairro da Riviera, Ilha dos Amores e Ilha dos Macacos.

Natural é a curiosidade de quem está dos dois lados da Represa, pois os frequentadores do Clube Itaú, por vezes pegavam uma carona no chalana Borboleta para chegar a outra margem e descobrir o que tem atraído tantas pessoas e o porquê de tanta alegria daqueles que brincavam despreocupadamente nas margens da Represa.

Isso mesmo, muita alegria e festa, assim tem sido os dias ensolarados na Represa Guarapiranga, como um grande ensaio para receber de braços abertos os parques e as praias previstas para serem inauguradas.

Aos poucos a Guarapiranga vai retomando todo o seu glamour do passado. Os investimentos dos empresários da região em seus estabelecimentos comerciais são facilmente notados. O Zeca Hora e o Bar do Lado são bons exemplos, tem todo o requinte dos barzinhos encontrados em outras regiões mais elitizadas da cidade, mas com o diferencial de oferecer uma vista maravilhosa da Represa, é perfeito para curtir o por sol e um happy hour com os amigos. Já a choperia e restaurante Prainha com seus quiosques à beira da Represa lembra o clima litorâneo, lá é possível curtir música ao vivo e apreciar toda a beleza que o local oferece.

A Represa Guarapiranga é assim, oferece diversão para todos os gostos e públicos, e este contraste tem um charme muito especial, por isso tem atraído tantos olhares e tantas pessoas. Muito ainda deve ser feito, mas para os moradores da região fica o orgulho de fazer parte deste momento que vai entrar para a história.

Qualidade da Água

A Cetesb tem feito a medição semanal da qualidade da água da Represa em 13 pontos – Parque Guarapiranga, Restaurante do Odair, Marina Guaraci, Associação dos Funcionários Públicos do E.S.P., Bairro do Crispim, Yacht Club Santo Amaro, Marina do Jardim 3 Marias, Marina Guarapiranga, Restaurante Interlagos, Clube de Campo Castelo, Clube de Campo do São Paulo, Prainha do Jardim Represa, Bairro Miami Paulista.

Em dezembro de 2008, dos 13 pontos analisados,7 estavam propícios para banho. São eles: Parque Guarapiranga, Associação dos Funcionário Públicos do E.S.P, Marinado Jardim 3 Marias, Marina Guarapiranga, Restaurante Interlagos, Clube de Campo do São Paulo e Bairro Miami Paulista.

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Vereador Goulart
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