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Revista CompanySul - Ano 03 - Edição 25 - Abril de 2009

A Expansão do Metrô - Um sonho que se torna realidade

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No fim de 2002, teve início a operação comercial do trecho Capão Redondo - Largo Treze da Linha 5-Lilás, ampliando a rede metroviária de São Paulo para 58,1 quilômetros de extensão e 52 estações. Começa agora, a partir do segundo trimestre de 2009, a ampliação da Linha Lilás de acordo com o Plano de Expansão dos transportes metropolitanos, que o governo estadual está implementando. Até 2012, a Linha 5-Lilás que faz ligação com a Linha 9-Esmeralda de trens, que percorre 32,5 km de vias entre Grajaú a Osasco, estará totalmente integrada à Linha Verde e Azul, que levam à região central de São Paulo.

Atualmente com 8,4 quilômetros de extensão, o ramal Lilás possui seis estações: Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi, Santo Amaro e Largo Treze. O Governo do Estado vai investir cerca de R$ 1,4 bilhão neste ramal até 2010 para implantação do trecho que vai do Largo Treze até Campo Belo com a construção de 02 estações (Adolfo Pinheiro e Campo Belo) e a execução de 5,7 quilômetros de via permanente.

Logo em seguida será colocado em prática a construção do segundo trecho que ligará a Estação Largo Treze à Estação Santa Cruz (Linha 1-Azul) e à Estação Chácara Klabin (Linha 2-Verde) e deverá atender uma demanda de, aproximadamente, 650 mil passageiros / dia útil.

Serão mais 11,4 quilômetros de vias com 11 estações: Adolfo Pinheiro, Alto da Boa Vista, Borba Gato, Brooklin - Campo Belo, Água Espraiada, Ibirapuera, Moema, Servidor, Vila Clementino, Santa Cruz e Chácara Klabin. As obras estão previstas para serem concluídas em 2012 e para a linha completa serão adquiridos 25 trens.

“Esta é a iniciativa mais importante do Metrô, porque reúne recursos do Governo do Estado, da Prefeitura e financiamento externo para o Estado do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Assim estaremos avançando para completar a malha de trens na cidade, que é uma questão fundamental para o trânsito, e a solução estrutural”, afirma o Governador José Serra.

Com demanda diária de 117 mil usuários, a Linha 5-Lilás atende uma das áreas mais carentes da Região Metropolitana de São Paulo, abrangendo os bairros de Capão Redondo, Capela do Socorro, Campo Limpo, Rio Pequeno, Grajaú, Piraporinha, extremo de Santo Amaro e redondezas, além de municípios limítrofes, como Embu, Taboão e Itapecerica da Serra. Toda a região é caracterizada pela ocupação recente e em processo de adensamento, com perfil de cidade-dormitório, em parte por causa do isolamento geográfico.

Quando a expansão da Linha Lilás estiver concluída, ela representará uma nova opção de deslocamento para os moradores e estudantes da região sul. “Santo Amaro e região são áreas muito importantes para a nossa cidade e precisam ser valorizadas. Temos uma grande população e um PIB relevante para a cidade de São Paulo. Além disso, teremos pelo menos cerca de 6 mil alunos beneficiados diretamente e mais 3 mil indiretamente, porque temos o Campus II, que ficará muito próximo à estação Adolfo Pinheiro e o Campus III ao lado da Estação Largo Treze. Adicionalmente, o impacto social positivo será muito maior, já que funcionários, professores, alunos de escolas públicas e privadas e moradores da região também serão beneficiados. Essa obra permitirá a integração do transporte com as demais linhas integradas do Metrô, CPTM e Terminais de Ônibus e com certeza ajudarão a reduzir o trânsito, a poluição gerada por veículos e a redução de tempo de traslado casa – trabalho – escola – casa”, explica o Professor Arthur Marcien de Souza, Assessor da Reitoria da UNISA.

O Professor Benjamin Ribeiro da Silva, mantenedor de dois colégios nas regiões, Colégio e Faculdade Albert Einstein e Morumbi Sul, que serão beneficiados pela obra afirma que “a expansão da Linha Lilás do Metrô paulistano é um momento auspicioso para a região. A minha vida está intimamente ligada à Zona Sul da Capital, pois desde a minha vinda do interior do estado me identifiquei com as pessoas, com as entidades sociais, com o comércio e a indústria da região. Foi aqui que iniciei minha vida na área educacional e política, ocupando, inclusive, o cargo de Subprefeito de Santo Amaro, e juntamente com o Vereador Antonio Goulart e o Deputado Jorge Caruso, empreendemos uma luta de mais de 20 anos perante as autoridades estaduais e municipais no sentido de levar as linhas e as estações do Metrô para a nossa região. Agora, vemos com muita satisfação a ampliação da Linha Lilás e sua integração, em futuro próximo, com as Linhas Azul e Verde, além da ligação com os trens da CPTM. Fico feliz pois a nossa população que trabalha e estuda na região terão agora um meio de transporte mais prático, eficiente e econômico”.

E essa realidade começa a ser concretizada, pois quem passa diariamente pelo Largo Treze já se depara com uma movimentação diferente na região, pois alguns imóveis na Galeria Borba Gato e em seu entorno começaram a ser desapropriados para início das obras. A CPTM também instalou um escritório na Avenida Adolfo Pinheiro, 299, que funciona de terça a sábado, das 11h às 16h, para atender a população local e tirar dúvidas referentes às obras.

As obras tiveram início depois que o governo e a ALTAP – Associação de Lojistas e Trabalhadores da Adolfo Pinheiro, entram em acordo. Segundo conta a Dra. Regina Buttner, Presidente da Associação, houve adequação no projeto para que as obras pudessem seguir adiante.

“Santo Amaro é um bairro atípico nós temos comerciantes aqui há 40 anos que sobrevivem dos seus comércios. Também temos uma prestação de serviços muito grande na região, com escolas, consultórios médicos, advocacias, etc. Antes estava prevista a desapropriação de uma área de 47 mil m² na parte que é a mais ativa de Santo Amaro, então abrimos um canal de comunicação com o governo para estudarmos a melhor proposta, pois estávamos falando de 10 mil empregos. Após muitas negociações, conseguimos que a Galeria Borba Gato ficasse inteira aqui, perderemos somente duas lojas. A Santa Casa de Misericórdia continuará lá e a área de desapropriação passará de 47 mil para apenas 7 mil m². E isso, inclusive, gerou economia para o governo, e nós continuamos com as famílias trabalhando, pois elas vivem disso. Foram as pessoas que se uniram por uma causa comum, para manter suas propriedades. Algumas áreas serão derrubadas durante as obras, mas depois voltarão para as mãos dos seus donos. A nossa luta é para conservar a Galeria Borba Gato, e preservar a história da região também”.

A CPTM informa que manteve o projeto original da estação Adolfo Pinheiro, mas diz que fez adequações no modo de execução das obras para possibilitar a devolução da quase totalidade dos terrenos aos seus donos após a conclusão da estação. Haverá apenas desapropriações parciais (benfeitorias e parte de terrenos) e ocupações temporárias dos terrenos necessárias para a instalação do canteiro de obras, se assim os proprietários manifestarem interesse em prosseguir o processo de desapropriação. A exceção das áreas a serem desapropriadas integralmente, os 28 imóveis da Galeria Borba Gato, os quais, se houver concordância do proprietário e dos ocupantes, terão sua ocupação transferida durante o período da obra, para imóvel locado.

As demais desapropriações serão parciais, ou seja, o Metrô desapropria a benfeitoria e eventualmente, parte do terreno. Dessa forma, após o término das obras, a posse do terreno remanescente é devolvida ao proprietário.

Assim, para o início da implantação do canteiro, serão remanejados temporariamente os 28 proprietários e respectivos ocupantes da Galeria para o prédio locado da Nossa Caixa, localizado na rua Padre Anchieta. Neste local, os lojistas contarão com unidades comerciais equivalentes as da Galeria Borba Gato e com a infraestrutura necessária para o funcionamento de uma loja.

Após o término das obras, somente a parte do centro comercial que foi utilizada pelo Metrô será reconstituída a semelhança dos espaços, acabamentos e instalações de acordo com o que consta no projeto original que já foi oferecido à Companhia.

Com esses ajustes, a área de ocupação que era de 30.522 mil m², foi reduzida para uma ocupação temporária de 26.483 mil m², imprescindível à instalação do canteiro, e a 7.145 mil m² de ocupação definitiva pelo corpo da estação. O Metrô destaca que a Galeria Borba Gato e o Ambulatório da Santa Casa de Santo Amaro funcionarão normalmente durante as obras.

Os processos de desapropriação dos demais imóveis das avenidas e ruas da região da futura estação Adolfo Pinheiro ocorrerão de forma gradativa de acordo com o cronograma das obras.

As demais áreas a serem desapropriadas até Brooklin - Campo Belo, a Companhia informa que aproximadamente 38% dos imóveis que serão desapropriados em função das obras de extensão da Linha 5-Lilás são residenciais, os demais são todos não-residenciais.

A empresa estima que as duas fases do cronograma de desapropriações que estão sob responsabilidade do Metrô compreendem um total de até 120 dias. Entretanto, entre a primeira e a segunda fase, há um hiato. Nesse período a ação estará tramitando no judiciário, portanto não há como a empresa precisar o tempo de duração total do processo de desapropriação.

O custo total das desapropriações para as obras de extensão da Linha 5-Lilás, incluindo todas as fases, é da ordem de R$ 340 milhões e atingirá uma área de cerca de 280 mil m², que compreende aproximadamente 270 imóveis.

Metrô Leve Aeroporto de Congonhas

Segundo o Plano de Expansão, o acesso ao Aeroporto de Congonhas será feito por Metrô Leve, partindo da estação São Judas, na Linha 1-Azul, com 3,4 Km de extensão na primeira fase, até 2010.

Metrô Leve é o termo genérico para denominar uma modalidade com capacidade média de transporte. A tecnologia foi escolhida devido a suas vantagens operacionais e urbanísticas, pois opera com velocidade comercial elevada e produz baixo impacto urbano. O custo estimado é menor do que o do Metrô, variando, principalmente, em função da capacidade de transporte implantada e das facilidades das estações.

O trecho de Metrô Leve ligando a estação São Judas ao Aeroporto de Congonhas encontra-se na fase de elaboração do projeto funcional. Os estudos já apontam que o melhor caminho será pelo Norte do Aeroporto, em sistema elevado. O trecho representará uma alternativa de atendimento não apenas aos 40 mil passageiros diários de Congonhas, como também a 80 mil funcionários, prestadores de serviço e acompanhantes de passageiros.

A meta é operar o trecho entre São Judas e o Aeroporto de Congonhas até dezembro de 2010, porém isso vai depender de fatores externos. O projeto funcional que dá as diretrizes para implantação do empreendimento já foi concluído. Atualmente, a área de Planejamento do Metrô está preparando o RAP - Relatório Ambiental Preliminar, para requerer a licença prévia ambiental. O projeto também precisa passar pela aprovação da Infraero, que também deverá liberar recursos para sua implantação. Com todas as questões resolvidas, a previsão é publicar o edital para execução das obras e sistemas em maio de 2009. O custo estimado da 1ª fase do projeto, entre São Judas e Congonhas é de R$ 400 milhões.

Após 2010, o trecho será ampliado em 11 km, ligando a Estação Jabaquara, do Metrô, e o corredor de ônibus da EMTU/SP à Linha 9-Esmeralda, da CPTM, na Estação Morumbi. Haverá integração com a Linha 5-Lilás, em Campo Belo, além de importantes corredores de ônibus e o próprio Aeroporto de Congonhas. Com a segunda etapa em operação, a expectativa é receber cerca de 100 mil usuários por dia. O Projeto completo está estimado em R$ 1,2 bilhão, incluindo compra de trens.

Eixo São Paulo / Guarulhos - Expresso Aeroporto

O Plano de Expansão permitirá ainda a ligação entre as duas maiores cidades do Estado de São Paulo, São Paulo e Guarulhos, pelo transporte sobre trilhos e por meio de um corredor de ônibus. A infraestrutura da futura Linha 13-Jade da CPTM (Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães / CECAP – Brás) será construída pela concessionária vencedora da licitação para a implantação do Expresso Aeroporto, em cumprimento à obrigação contratual definida pelo Governo do Estado para a concessão dos serviços.

Com início de operação previsto para o primeiro semestre de 2011, a Linha 13-Jade terá capacidade para atender a demanda diária inicial de mais de 100 mil usuários, ao longo de 20,8 quilômetros, saindo do CECAP e obedecendo parada nas seguintes estações da Linha 12-Safira: Engenheiro Goulart, que ganhará um novo prédio, Tatuapé e Brás, onde há acesso gratuito ao Metrô.

Já o Expresso Aeroporto será um serviço que ligará o centro de São Paulo ao Aeroporto Internacional “Governador André Franco Montoro”, em 20 minutos, num trajeto de 28,3 km. O empreendimento se concretizará por meio de uma concessão, com prazo de 35 anos para explorar os serviços (3 para as obras). A estação central, que ficará em uma área entre as atuais estações Luz e Júlio Prestes, funcionará como terminal aeroportuário com plataformas exclusivas e balcões das companhias aéreas, podendo realizar check-in de passageiros com entrega de cartão de embarque e despacho de bagagem. A economia com os tempos gastos nos deslocamentos poderá chegar a R$ 71 milhões por ano.

Entre Guarulhos e São Paulo (Tucuruvi), será construído um corredor para atender principalmente o município de Guarulhos. Os projetos dos três trechos e elaboração dos projetos básico e executivo do trecho 1 foram licitados em janeiro de 2009. Investimentos da ordem de R$ 400 milhões serão aplicados nos 31 km de extensão do corredor, que foi dividido em três trechos: Trecho 1 - do bairro Taboão a Tucuruvi; Trecho 2 - do Taboão a São João; e Trecho 3 - da Vila Endres à Penha.

Fonte:
www.metro.sp.gov.br
www.saopaulo.sp.gov.br

 

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