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Revista CompanySul - Ano 03 - Edição 25 - Abril de 2009

Acreditar te leva lá

Na Bíblia já se dizia que a fé move montanhas. Hoje sabe-se que a fé também ajuda a remover doenças. Pesquisas revelam que pacientes doentes que decidem lutar para viver mais têm um prolongamento da vida. “Foi necessário que o homem tivesse consciência da sua própria mortalidade para criar um anseio orgânico pelo eterno”, escreveu o Dr. Herbert Benson, professor de medicina de Harvard.

Na pesquisa elaborada por ele, o que se busca é explicar a fisiologia envolvida na cura pela fé. Segundo esses estudos, de 60% a 90% das consultas médicas têm como origem queixas relacionadas ao estresse – hipertensão, infertilidade, insônia e problemas cardiovasculares. A maioria dos pacientes possui um alto índice de noradrenalina e adrenalina, os chamados hormônios do estresse.

Acontece que em seus momentos de oração, as pessoas entram num estado mental que desacelera os batimentos cardíacos e a respiração, provocando uma sensação gradual de relaxamento. Como essas orações são repetidas, esse estado é prolongado, reduzindo a velocidade das ondas cerebrais e, portanto, diminuindo o estresse. “Sendo assim, a oração, movida pela fé, atua indiretamente no bem-estar e na recuperação”, afirma Dr. Benson.

Segundo ele, técnicas não-religiosas como exercícios de relaxamento e concentração podem produzir efeitos semelhantes, mas não oferecem o acréscimo do conforto espiritual. E o que é o conforto espiritual, se não a sensação de que você não está sozinho, que conta com um ser superior para lhe dar forças nos momentos mais difíceis?

Na Faculdade John Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, um outro médico,Dr. Thomas A. Corson ministra um curso sobre fé e medicina. Como essa instituição, dois terços das universidades americanas têm disciplinas que estudam as relações entre saúde e espiritualidade. É claro que não se trata de substituir a medicina pela religiosidade. A crença religiosa e a confiança na cura reforçam as possibilidades do paciente, mas medicamentos e tratamentos são indispensáveis. Até por isso, hoje em dia não se fala mais em “Terapias Alternativas”, mas em “Terapias Complementares”.

Hipócrates, o pai da medicina ocidental já destacava o papel da espiritualidade como fator fundamental no processo de cura de um paciente. Então, eu fico me perguntando: Se todos nós já presenciamos a mudança de comportamento de alguém que passou por uma enfermidade, por que precisamos esperar que algo semelhante nos aconteça para decidirmos fortalecer a nossa fé? Não seria mais fácil e inteligente agirmos preventivamente, trabalhando para que nossa fé se fortaleça antes que sejamos obrigados a isso por outra via, mais triste e dolorosa?

Se você está decidido a viver de forma plena nesse mundo, precisa cultivar sua fé, ter esse valor tão presente em sua vida a ponto de ter a sensação de poder tocá-lo com as mãos. E jamais esqueça que acreditar te leva lá!

Andersson Cavalcante escreve para a região sul de são paulo

Anderson Cavalcante

É empresário, palestrante e escritor do livro "As coisas boas da vida".
Envie e-mails para: coisasboas@editoragente.com.br

 

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