Revista CompanySul - Ano 03 - Edição 30 - Outubro de 2009
Comdomínio Parque dos Pássaros II
Novo modelo de administração garante sucesso na solução dos problemas
Quem vê hoje os condomínios Parque dos Pássarios I e II, que têm mais de 23 anos de existência, pode não imaginar que existe uma história bem interessante por traz, que poderia não ter acabado bem se não fosse o empenho e a garra dos proprietários dos apartamentos.
Quem compra um apartamento na planta, espera que ele seja entregue no prazo prometido. Mas no caso do Parque dos Pássaros não foi isso que aconteceu, pois a construtora faliu e os proprietários tiveram que entrar em seus apartamentos com as obras ainda inacabadas.
O que era para ser um único condomínio acabou sendo divido em dois, o Parque dos Pássaros I e II com administrações distintas. “O condomínio Parque dos Pássaros II tem cerca de 23 anos e assim como aconteceu no Parque dos Pássaros I, os donos assumiram os prédios ainda inacabados. Por isso, até hoje encontramos defeitos na obra, mas com muita garra temos corrigido todos eles. Quando eu assumi a administração, a parte hidráulica estava totalmente corroída, a parte elétrica muito desatualizada e a parte de reparos nem se fala. Se fossemos contar os caminhões de areia e cimento que gastamos nos reparos, daria para fazer um outro prédio”, conta o Síndico Paulo Roberto, que está em seu segundo mandato, sendo reeleito com quase 70% de aprovação.
O Parque dos Pássaros II conta com cinco blocos e 560 apartamentos. Ao todo, abriga uma população de 2,5 mil pessoas. “Refi zemos toda a parte de hidráulica e elétrica, reformamos a parte interna e todas as portarias. Quase 95% dos andares já foram reformados. Isso tudo foi feito sem passar nenhum rateio para ninguém. Na verdade, nós fizemos um acordo entre vizinhos, onde o condomínio entrava com a mão-de-obra e os moradores compravam os materiais, então foi assim que conseguimos fazer muitas obras”.
Paulo implantou um novo conceito de administração no condomínio: “Trouxe uma administração de empresa, porque isso aqui é uma empresa, com 56 funcionários, verba anual de 2,5 milhões, problemas aos montes, então é preciso administrar da maneira correta”.
Em 98% dos apartamentos já foi instalado o gás e com esta ação o condomínio ainda ganhou um vale presente da Comgás para investir em reformas. “Eu negociei com a Comgás o que eles chamam de vale presente para a conversão do gás encanado, e o valor que o condomínio ganhou, destinei para a portaria central. Faremos a obra em etapas. Na primeira etapa, será feita a parte de alvenaria. Já temos até o projeto pronto”.
Paulo conta que as próximas obras serão a individualização da água e a finalização da pintura dos prédios. “A pintura estava parada há 16 anos, já começamos a fazê-la e a previsão de entrega total é em 10 meses. Para a individualização da água, temos um projeto pronto em vias de ser aprovado pela SABESP. Em seguida, levaremos para a assembléia de condomínio para ser aprovado”.
Segundo Paulo, antes os síndicos priorizavam os seus blocos no momento de uma reforma, uma realidade que mudou a partir do momento que ele assumiu a administração. “Hoje, tudo é feito para os cinco blocos. Se não tiver condições de fazer para todos, não faço para ninguém, pois a regra e a verba são iguais para todo mundo”, finaliza.
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