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Revista CompanySul - Ano 03 - Edição 30 - Outubro de 2009

Os Erros Mais Comuns da Língua Portuguesa

Como é bom vermos pessoas que falam e escrevem bem. É claro que não pretendemos ser um “Castro Alves” ou Machado de Assis” mas, em se tratando do dia-a-dia, devemos nos ater a pequenos detalhes da fala ou escrita que, além de modifi carem o entendimento, podem dar a ideia de ignorância sob o ponto de vista cultural.

Quantas vezes já ouvimos pessoas dizerem: “Esse dinheiro é pra mim pagar a conta”. O pronome mim não pode ser usado como sujeito da oração, portanto, o correto é: “Esse dinheiro é para eu pagar a conta”.

Agora, vejamos mais alguns erros que podem ser evitados:

Tranqüilo ou tranquilo? O governo brasileiro assinou, em 2008, um acordo com países de língua portuguesa em que, dentre outras alterações, elimina em defi nitivo o acento trema. Com isso, as palavras que continham esse acento, apenas continuarão a ter a mesma pronúncia. Ex: frequencia, linguistica, aguentar, cinquenta, delinquente, linquiça, etc.

Ele tinha chego ou ele tinha chegado? Não existe a forma verbal “Ele tinha chego” assim como não existe “ele tinha trago”. No caso do verbo chegar, deve-se dizer: “Ele não tinha chegado” e no caso do verbo trazer, deve-se dizer: “Ele não tinha trazido”.

Menas gente ou menos gente? “Menas” é um erro grosseiro. Menos não tem feminino, por isso, em todos os casos deve-se dizer: “Menos gente veio ao teatro” / “Menos verdades serão ditas”.

Que ele seja feliz ou que ele seje feliz? A flexão do verbo ser é seja e nunca seje. Veja a conjugação: Que seja / que tu sejas / que ele seja / que nós sejamos / que vós sejais / que eles sejam.

Há muito tempo atrás ou a muito tempo? Nas indicações de tempo passado deve-se usar sempre o há e nos tempo futuro usa-se o a: “Ela chegou há vinte minutos”. (tempo passado) / “O monumento existe há dez anos”. (tempo passado) / “Ela virá daqui a vinte minutos” (tempo futuro) / “Jantaremos daqui a uma hora”. (tempo futuro)

Importante lembrar que, em se tratando de tempo passado, não há necessidade de dizer: “Há muito tempo atrás”. “Há muito tempo” por si só já diz que é tempo passado.

Jornalista Edmundo Tabach escreve para a região sul de São Paulo

Edmundo Tabach
Jornalista - MTB: 35842

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